Atualização do Manifesto da Ecos Freudianos - Mudança do nome do Bacharelado
A Psicanálise é uma ocupação reconhecida pelo Ministério do Trabalho (CBO nº 2515-50) e protegida pela Constituição Federal (art. 5º, XIII), que assegura o livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão. Diante das recentes atualizações normativas do Ministério da Educação (Nota Técnica nº 6/2025), a Sociedade Psicanalítica Ecos Freudianos reafirma o seu compromisso com a verdade, a ética e o rigor científico.
A reclassificação do curso de graduação pelo MEC para a denominação de Bacharelado em Estudos Teóricos Psicanalíticos e Sociais representa um avanço legítimo. Esta titulação:
- Garante um diploma de nível superior válido nacionalmente, fortalecendo a pesquisa e conferindo maior respaldo social à nossa área;
- Consolida a psicanálise como um campo de saber fundamental dentro das Ciências Humanas e Sociais;
- Oferece uma base teórica robusta, essencial para o analista, sem eliminar, é claro, a necessidade de outros fatores envolvidos na formação do analista.
É indispensável sublinhar: o bacharelado oferece a formação teórica necessária, porém, para exercer a clínica com rigor, o aluno deve obrigatoriamente cumprir o tripé psicanalítico tradicional: análise pessoal, supervisão clínica e estudo continuado. A graduação acadêmica e a formação clínica institucional são caminhos complementares, e não excludentes.
Foi justamente para auxiliar nessa travessia que nasceu a Sociedade Psicanalítica Ecos Freudianos. Fundada para apoiar os novos profissionais no seu percurso formativo, a nossa sociedade atua onde a universidade encontra o seu limite, unindo o estudo acadêmico à supervisão e à prática clínica ética.
As alegações de que o reconhecimento acadêmico desvirtuaria a proposta freudiana ou abriria caminho para uma regulamentação estatal indevida ignoram pontos fundamentais:
- Qualidade e Ética: A qualidade da formação depende da implicação do sujeito na sua própria análise e supervisão, e não apenas do formato do curso;
- Legitimidade vs. Controle: O reconhecimento pelo MEC nas áreas de "Estudos Teóricos e Sociais" preserva a natureza da psicanálise enquanto ciência do espírito, sem submetê-la a conselhos de classe de outras áreas;
- Liberdade Profissional: A Constituição assegura a liberdade de exercício profissional, e o saber universitário apenas qualifica esse direito.
Para nós, da Ecos Freudianos, defender o novo Bacharelado reconhecido pelo MEC não é abrir mão da tradição, mas sim integrar rigor acadêmico, legitimidade social e compromisso clínico. O futuro da Psicanálise não se constrói pelo medo, mas pela pluralidade de formações e pelo compromisso inabalável com a ética.
Att.
Samuel Sousa de Brito - Presidente
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