Depoimento Laura Baez - Estudante do Bacharelado Uninter

Minha trajetória no Bacharelado em Psicanálise na Uninter


Desde o início da graduação em Psicanálise na Uninter, tenho buscado viver a formação de forma intensa, mesmo que o curso seja a distância. O sistema EAD longe de ser um limite, abriu possibilidades que talvez de outra forma não fossem possíveis. Conciliar a vida de imigrante, marcada pelo trabalho árduo e pela necessidade constante de sustento, com os estudos, só se tornou viável graças a esse formato flexível. Estudar em uma universidade japonesa não era uma opção real: o idioma, o tempo e os custos se apresentavam como barreiras quase intransponíveis. Foi então que encontrei na Uninter um caminho possível e, mais do que isso, um caminho fecundo.


Desde o início, empenhei-me em estar presente: participo de grupos de estudo, cartéis, grupos de leitura e jornadas acadêmicas. Levo a sério também aquilo que é a base da própria prática: faço análise pessoal e supervisão, pois acredito que a formação do analista não pode se restringir apenas ao plano teórico, mas deve atravessar a experiência viva da escuta e da clínica.


Com o tempo, a psicanálise deixou de ser apenas um campo de estudo e se tornou um modo de existir. Apaixonei-me pelo curso a ponto de não me imaginar fazendo outra coisa. A teoria, ao mesmo tempo rigorosa e aberta, dialoga diretamente com o mais íntimo de cada um de nós. Ao estudar a psique humana, passamos a reconhecer que tudo parece ganhar sentido e, paradoxalmente, também a aceitar que nunca saberemos de tudo. Essa tensão entre o saber e o não saber é o que mantém acesa a chama da pesquisa e da prática psicanalítica.


Meu desejo hoje é seguir adiante na carreira acadêmica, levando comigo a experiência singular de ser uma imigrante que encontrou na psicanálise não apenas um campo de estudo, mas uma ferramenta para pensar as travessias da própria vida. Quero trazer o novo, investigar o contemporâneo e me aprofundar especialmente na psicanálise intercultural, voltada à compreensão da migração e da experiência dos expatriados. Afinal, o deslocamento, a ruptura e a reconstrução de si em terras estrangeiras não são apenas fenômenos sociais ou históricos: são, sobretudo, vivências psíquicas que interpelam profundamente o sujeito.
 



Laura S Baez
Aluna do primeiro ano do Bacharelado de Psicanálise Uninter - Polo Japão.
Setembro/2025

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